quinta-feira, 11 de julho de 2013

Mais um adeus

Na segunda-feira, dia 8/07, perdi uma pessoa importante na minha vida, o meu avô paterno. Quando recebi a notícia não consegui acreditar e confesso que meu mundo caiu por um instante. Não é como se fossemos avô e neta juntos contra o mundo, muito pelo ao contrário, pois não tinha muito contato com meu avô. Ele sempre foi muito reservado, e eu sempre fui tímida. Quando meus pais se separaram perdi o resto do contato, mas sempre nos falamos, o que eu quero dizer é que não acho que era a sua neta preferida, até porque ele sempre falou meu nome errado, nem sei se era brincando ou não, e ás vezes perguntava quem eu era, mas não que eu me importasse com isso, jamais, entendo que ele tem muitos netos e eu não vivia o tempo todo com ele, o nosso contato era reduzido. 
Depois que eu fui morar com a minha mãe, em outro bairro, acho que eu tinha 6 anos, eu visitava meu pai, quando ele podia ficar comigo, mas com o tempo nosso contato foi reduzindo aos poucos e hoje ficamos meses sem nos falar e quando nos falamos é como se fosse uma surpresa no dia. 
Ir para o velório do meu avô foi um passo muito grande pra mim, ver pessoas que eu amo chorando não é uma coisa boa, por outro lado, eu pude ficar perto do meu pai novamente, e me senti como a garotinha de 4 anos que ele penteava o cabelo e levava para a escola. E me senti como se fosse da família, embora fosse, sempre achei que a família do meu pai formava um círculo, do qual eu não fazia parte, eles eram unidos, mas acho que devido há tanto tempo distante, eu não conseguia me encaixar mais lá, talvez eu nunca tivesse me encaixado, mas  todos estavam reunidos naquele velório chorando por uma causa em comum, então não me senti diferente, me senti como se estivesse em família.
Em menos de um ano perdi meus dois avôs, o materno em 20/07/12 e o paterno em 08/07/13.

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